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Eu aos 7 anos de idadeEste feriado, em uma de minhas reflexões ao volante (ótimo lugar para filosofar) percebi o quanto é importante para mim uma lição que meu pai me deu quando eu tinha apenas 8 anos de idade.

Havíamos acabado de chegar em definitivo ao Recife, e estávamos visitando o nosso novo apartamento que ainda passava por reformas, eu como sempre, muito curioso, não parava de correr pelos quartos a mexer em tudo, enquanto meus pais e minhas irmãs acompanhavam na cozinha a instalação dos armários pelo marceneiro. Na suite dos meus pais havia um closed, espécie de “quarto-guarda-roupa” entre o quarto e o banheiro, achei aquilo super-legal e fiquei brincando lá dentro, já fantasiando meu esconderijo secreto, quando de repente um vento mais forte fechou a porta, ainda sem maçaneta! Me desesperei, comecei a gritar, esmurrar a porta gritando por socorro. Aquilo de repente se transformara de meu esconderijo em um calabouço escuro e assustador, apesar dos meus gritos, ninguém vinha me ajudar porque o barulho das marteladas na cozinha abafava. Já estava rouco e com as mãos doendo, quando meu pai me ouviu e veio abrir a porta. Ele olhou pra mim e viu o misto de desespero e raiva em meu rosto, eu queria ter sido “salvo” antes! Ele então calmamente me disse: “Marcelo, por que tudo isso ? Deixe eu lhe mostrar um coisa.”

Ele então me puxou de volta para dentro do closed e se fechou lá comigo. Falou-me então: “Agora como vamos sair daqui?” eu disse “Vamos chamar a mamãe!” ele riu e disse “não, nós vamos procurar aqui dentro alguma coisa que possa nos ajudar a sair” haviam várias caixas da mudança lá dentro e em cima de uma delas a caixa de ferramentas dele, ele a abriu e retirou de lá duas chaves de fenda, testou a primeira no encaixe da maçaneta, muito estreita, a segunda ajustou-se perfeitamente, uma giradinha e pronto, a porta estava aberta. Ele virou-se para mim então e falou: “Meu filho, quando estamos numa situação difícil, o mais importante é nos mantermos calmos, o desespero só dificulta nosso raciocínio e faz com que percamos nossas energias. Lembre-se, sempre há uma saida, por mais complicado que seja o momento!”

Cuidado! Desktop Hipnotizante 

Eu, na condição de paulista de sangue cearense e coração pernambucano, não podia deixar de divulgar essa iniciativa do Governo de Pernambuco; este ano eles criaram o projeto Pernambuco em Novo Ritmo para o qual foram convidados vários artistas para reinterpretarem o (belíssimo) Hino de Pernambuco em diversos ritmos e tendências músicais, o resultado foi um CD que foi distribuido para as TV’s e rádios e uma campanha publicitária. Porém navegando pelo site deles vi que o CD era apenas para a imprensa e escolas públicas, decidi mandar um e-mail sugerindo que as músicas fossem ripadas para MP3 e disponibilizadas no site para todos no mundo poderem também desfrutar desse trabalho. Não sei se por causa do meu e-mail, ou não, mas as músicas agora estão lá pra qualquer um baixar, corra clique aqui e baixe todas!

Disparada, a melhor versão é a cantada por Alceu Valença em ritmo de Frevo, em verdade parece que ela foi composta para este compasso, encaixa perfeitamente e tem sido muito executada em todos os polos de folia este ano. Desculpem os cariocas e baianos, mas quem já viu um grupo de passistas de frevo dançando concorda que dá de dez a zero nos tais “samba no pé” e “dança do jacaré”.

Estivemos fora do ar, por falta de energia elétrica em nossos estúdios, desde as 3:30h de ontem, segue agora a nossa programação normal. Desculpem o transtorno!

PS. Putz, sexta foi o e-mail, e agora o site fica quase 40 horas fora do ar, a Lei de Murphy me escolheu nesse carnaval!

[Atualização 12/02 16:54] “Num é brinquedo não, menino!” mais uma quedinha de energia hoje e ficamos novamente offline das 9:35h às 16:40h! A Celpe com você no carnaval!

Atenção Aviso Urgente 

Quem me mandou e-mail ou usou a página Fale Comigo ontem entre 09:00h e 20:30h por favor re-envie porque meu provedor de e-mail estava faminto ontem e engoliu todos eles! Bom carnaval!

Post desabafo aparentemente materialista 

Droga! Como eu gostaria que o dinheiro (a falta dele) não alterasse tanto o meu humor e a minha vontade de fazer as coisas! I’m tired, really tired.

Alguém ai lembra dos desenhos de Hanna Barbera onde tudo que era empresa se chamava ACME? Principalmente no desenho do Papa-léguas, o Coyote sempre comprava as suas armas mirabolantes na fábrica da ACME! Pois é, um fã da série registrou o domínio acme.com e fez uma página cheia de software freeware e utilitários para UNIX, entre as bugingangas que tem lá, está um gerador de etiquetas, mas não são etiquetas comuns, são aquelas adesivas, feitas de um plástico duro que você escrevia com um maquinazinha mecânica. Como na IBM eles usavam essas etiquetas para marcar os manuais, malas de ferramentas etc. e meu pai trabalhava lá, durante toda a minha infância meus livros, merendeiras e cadernos eram marcados usando esse tipo de etiqueta. Pra matar a saudade eu fiz essa que está ai em cima! Para fazer uma pra você clique aqui.

PS. Eu achei o site da ACME graças à Dominique que, para quem não sabe ainda, já não mora mais em NYC, voltou a morar em Sampa!

Eu gosto de observar as coincidências da vida, pois elas sempre sugerem, pelo menos para mim, que há uma grande Ordem no Universo. Eu conheci Érika em uma situação interessante, após dois dias de trabalho duro (eu era estagiário) cheguei em casa no dia 2 de janeiro de 1991. Minha irmã Clarissa estava se arrumando para ir ao cinema com uma amiga do ballet, como sempre adorei a sétima arte perguntei logo qual o filme que ela iria ver, e ela respondeu: “A pequena sereia”. Gosto dos desenhos animados da Disney mas sinceramente, aquele não era o filme que naquele momento eu estava querendo assistir. Toca a campainha e eu vou abrir a porta, é ela, a amiga da minha irmã, que eu não conhecia, Érika. Rapidamente corro para tomar banho e me arrumar, definitivamente eu tinha que assistir “A pequena sereia”. Nove dias depois começamos a namorar.

Tá jóia, mas onde está a coincidência que eu falei no início desse post? É que o nosso garotão Matheus, desde que ganhou a fita VHS deste filme, ele assiste várias vezes todos os dias, e mesmo tendo ganho outras fitas depois desta, quando eu pergunto a ele qual filme ele acha melhor, ele não tem dúvidas “A pequena sereia” papai!

Esses blogs eu, injustamente, ainda não tinha incluído na minha lista de favoritos, mas nem por isso tenho deixado de visitá-los diariamente. Sei que a maioria dispensa apresentações no universo blogueiro brasileiro, mas se é bom então tá na lista. Mergulhem e aproveitem também:

» Interney :: Blog do Edney que é um verdadeiro canivete suiço – [link]
» Zamorim :: Marcus Amorim direto do Planalto Central – [link]
» InternETC :: Blog da jornalista Cora Ronái – [link]
» Paulissima :: Histórias, estórias e afins da Paula – [link]
» Morfina :: Em doses diárias anestesia o tédio e faz bem à alma – [link]

Já me colocaram o apelido de Forrest Gump por que eu gosto de contar causos que me aconteceram (como o que contei ontem) ou que alguém me contou. Já que assim é a minha fama, deixe-me então deitar na cama (horrível trocadilho).

Certa vez um conhecido meu, carioca, narrou-me um acontecimento ocorrido quando ele veio morar em João Pessoa, capital da Paraiba. Em pouco tempo os filhos dele fizeram amizade com a criançada da vizinhança e o trânsito de pirralhos era intenso nas casas da rua. Um belo dia, esse meu colega ia sair com a família mas um garoto, filho de um vizinho, estava brincando por lá, ele pegou o telefone e ligou para o pai desse menino dizendo o seguinte (com aquele sotaque carioooca): “Amigo, será que você poderia vir pegar o seu moleque aqui em casa, porque nós vamos dar uma saida?”, o vizinho paraibano respondeu simplesmente “tá bom, tô indo!”, e foi.

Passaram-se alguns meses e o carioca começou a notar que nunca mais vira aquele garoto (filho do vizinho) brincando por ali, e percebeu também que o vizinho estava lhe evitando, sem sequer lhe dirigir uma palavra, ou responder-lhe os “bom-dia”. Ele então, sem entender, decidiu abordar o vizinho e resolver esse impasse, quando surgiu uma oportunidade perguntou: “Amigo, aconteceu alguma coisa ? porque você parece que está chateado comigo?” e o paraibano respondeu “Na verdade, eu fiquei muito ofendido, quando você chamou meu filho de moleque, ele é um menino bom, não tem nada de moleque”!

Pois é, aqui no nordeste, moleque é sinônimo de meliante, de menor delinquente e chamar um garoto assim é uma ofensa, esses regionalismos sempre me divertem e para quem pensa que eles só existem entre regiões, leiam o Dicionário de Cearês-Pernambuquês que eu postei em novembro passado – clique aqui.