14/02
Este feriado, em uma de minhas reflexões ao volante (ótimo lugar para filosofar) percebi o quanto é importante para mim uma lição que meu pai me deu quando eu tinha apenas 8 anos de idade.
Havíamos acabado de chegar em definitivo ao Recife, e estávamos visitando o nosso novo apartamento que ainda passava por reformas, eu como sempre, muito curioso, não parava de correr pelos quartos a mexer em tudo, enquanto meus pais e minhas irmãs acompanhavam na cozinha a instalação dos armários pelo marceneiro. Na suite dos meus pais havia um closed, espécie de “quarto-guarda-roupa” entre o quarto e o banheiro, achei aquilo super-legal e fiquei brincando lá dentro, já fantasiando meu esconderijo secreto, quando de repente um vento mais forte fechou a porta, ainda sem maçaneta! Me desesperei, comecei a gritar, esmurrar a porta gritando por socorro. Aquilo de repente se transformara de meu esconderijo em um calabouço escuro e assustador, apesar dos meus gritos, ninguém vinha me ajudar porque o barulho das marteladas na cozinha abafava. Já estava rouco e com as mãos doendo, quando meu pai me ouviu e veio abrir a porta. Ele olhou pra mim e viu o misto de desespero e raiva em meu rosto, eu queria ter sido “salvo” antes! Ele então calmamente me disse: “Marcelo, por que tudo isso ? Deixe eu lhe mostrar um coisa.”
Ele então me puxou de volta para dentro do closed e se fechou lá comigo. Falou-me então: “Agora como vamos sair daqui?” eu disse “Vamos chamar a mamãe!” ele riu e disse “não, nós vamos procurar aqui dentro alguma coisa que possa nos ajudar a sair” haviam várias caixas da mudança lá dentro e em cima de uma delas a caixa de ferramentas dele, ele a abriu e retirou de lá duas chaves de fenda, testou a primeira no encaixe da maçaneta, muito estreita, a segunda ajustou-se perfeitamente, uma giradinha e pronto, a porta estava aberta. Ele virou-se para mim então e falou: “Meu filho, quando estamos numa situação difícil, o mais importante é nos mantermos calmos, o desespero só dificulta nosso raciocínio e faz com que percamos nossas energias. Lembre-se, sempre há uma saida, por mais complicado que seja o momento!”

Eu, na condição de paulista de sangue cearense e coração pernambucano, não podia deixar de divulgar essa iniciativa do
Estivemos fora do ar, por falta de energia elétrica em nossos estúdios, desde as 3:30h de ontem, segue agora a nossa programação normal. Desculpem o transtorno!
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Eu gosto de observar as coincidências da vida, pois elas sempre sugerem, pelo menos para mim, que há uma grande Ordem no Universo. Eu conheci Érika em uma situação interessante, após dois dias de trabalho duro (eu era estagiário) cheguei em casa no dia 2 de janeiro de 1991. Minha irmã Clarissa estava se arrumando para ir ao cinema com uma amiga do ballet, como sempre adorei a sétima arte perguntei logo qual o filme que ela iria ver, e ela respondeu: “A pequena sereia”. Gosto dos desenhos animados da Disney mas sinceramente, aquele não era o filme que naquele momento eu estava querendo assistir. Toca a campainha e eu vou abrir a porta, é ela, a amiga da minha irmã, que eu não conhecia, Érika. Rapidamente corro para tomar banho e me arrumar, definitivamente eu tinha que assistir “A pequena sereia”. Nove dias depois começamos a namorar.
Esses blogs eu, injustamente, ainda não tinha incluído na minha lista de 





