Você está no arquivo do blog do mês de junho, 2003.


Ainda sem banda larga na Prograph o que me fez passar uma semana sofrendo uma verdadeira síndrome de abstinência, só assim para a gente perceber o quanto é dependente dessa tal de internet, e para percebermos como nos sentimos sozinhos quando não temos aquele iconezinho do ICQ ou do MSN a um clique de distância pra bater um papo com o Cris Dias no Rio ou com o Glacial em Fortaleza, ou ainda com o Sérgio em Chicago ou com a Ingrid na Dinamarca.

Isso sem falar das vezes em que me vi precisando tirar uma dúvida sobre como montar uma query SQL mais complexa e aquele primeiro impulso de usar o Google foi rapidamente frustrado pela mensagem de erro do navegador me lembrado que agora eu era um cara desconectado! Mas caramba, lembrei que tudo que precisava fazer era levantar da cadeira e pegar o manual na estante que fica a três passos de distância da minha mesa!

Agora justiça seja feita, há muito tempo que eu não tinha uma semana tão produtiva, a minha dispersão foi mínima, não tinha e-mail chegando de 15 em 15 minutos, nem gente oferecendo um “grande negócio” pelo ICQ, nem blog pra visitar, nem estatisticas para conferir, nem post para postar…

Ouvindo: Do Sétimo Andar – Los Hermanos – Ventura (03:47)

Para comemorar meu aniversário fui assistir Matrix Reloaded com Érika e duas das minhas 3 irmãs, Clarissa e Carina com seus respectivos namorados.

Não preciso classificar o filme dos irmãos Wachowski com estrelas porque é covardia, o filme é muito bom, os únicos defeitos realmente são as rebarbas digitais (citando o Alex Maron) nas lutas do Neo com os clones do Agente Smith, dá pra ver claramente que não é o ator. Fora isso ele só tem qualidades, entre as quais gostaria de destacar vários elementos sensuais (e sexuais) que realmente fizeram falta no Matrix original, o filme tinha ação, violência mas nenhum sexo. Para apimentar este episódio, além da maravilhosa Trinity foram introduzidas (no bom sentido) duas novas e lindas personagens femininas, a Niobe (foto) e a Perséfone, ambas aprovadas!

Como todo mundo, entretanto, saí do cinema meio tonto com tanta ação, e principalmente tanta informação, aquela conversa entre Neo e o Arquiteto traz muito texto e é bem complicada à primeira vista, eu fiquei tentando juntar as peças do quebra-cabeça conversando com o pessoal mas as teorias eram as mais malucas. Hoje resolvi dar, finalmente, uma olhada nas críticas e comentários sobre o filme. Eu estava evitando-as para não saber detalhes do roteiro, e fui logo ler a crítica do Pablo Villaça que é o editor do Cinema em Cena, ele é um dos melhores críticos brasileiros, na minha opinião. O cara matou a charada, ele traz uma teoria que se não for a real, vai ser difícil o roteiro ser melhor, leia e tire suas concluões. Se você quiser também ler com calma o diálogo com o Arquiteto em português clique aqui. E que venha a Revolução…