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Não, não é o Che Guevara é o Rafael Limaverde, meu primo, que está desde 2002 dando a volta na América Latina de bicicleta. O Rafael é um talentoso artista, como podem ver pelo desenho que ilustra esse post tirado das dezenas de “rabiscos” que ele tem feito pelo caminho, para conhecer mais sobre a aventura dele, clique na imagem e visite o site para ver o mapa, as fotos e os relatos da viagem. Ele deve passar aqui por Recife em breve.

[Update 03/09/2004] O Rafael me disse que não vai passar por Recife, decidiu passar por Caruaru e subir pelo sertão visitando o Cariri, terra dos nossos pais e avós. E tome sol no quengo, boa viagem primo!

Na Terra e no Mar 

Mais dois pitacos sobre filmes que vi por esses dias:

   Fahrenheit 11/9 () – Este documentário, tão falado e premiado, não ganha mais estrelas na minha avaliação porquê me fez mal assistí-lo, baixou minha auto-estima de ser humano, me fez temer o que os alienados cidadãos norte-americanos podem decidir nas próximas eleições. Apesar do tal do Michael Moore ter conseguido mostrar ao mundo o absurdo que ocorre por aquelas bandas, as pesquisas indicam Bush ainda está vencendo. God save the World!

   Mestre dos Mares () – Um filme de Tom e Jerry, pensei que ia ver grandes batalhas navais com estratégia e só vi dois capitães disputando entre si às custas das vidas de suas tripulações. Visual e cenografia muito bons, aparentemente foi feita um boa pesquisa, um bom exemplo é que o brasileiro que aparece negociando na costa do nordeste fala português e não espanhol como é comum nos filmes de Hollywood. Achei o roteiro muito fraco, tão fraco que a surpresa do desfecho acaba por enfatizar isso, ficamos achando que faltou algo.

Li no Plantão Info hoje sobre o Prêmio Sol o Concurso Nacional do Software Livre que será lançado amanhã com apoio de diversas organizações, entre entidades de classe, universidade e ministérios.

Acho entretanto, no mínimo curioso, que o site do Prêmio seja feito utilizando uma ferramenta de código fechado, o nacional WebIntegrator, quando existem diversas opções de código aberto disponíveis na Grande Rede. Eles poderão até alegar que na página de “Compromissos” do software ele fale sobre “abrir o código fonte” mas, se prestarmos atenção ele só abre o código das versões antigas e para usuarios licenciados. Isso não é Software Livre.

 

“I hear and I forget, I see and I remember, I do and I understand.”Confucius

Pen Drive 128Mb
Pen Drive de 128Mb novo na embalagem original (veja a foto) por R$120,00. Antes de deixar um comentário perguntando se eu virei muambeiro, deixa eu esclarecer, tô vendendo esse porque encontrei outro de 256Mb com preço muito bom e eu já tinha feito o pedido para este. Portanto não adianta pechinchar eu tô vendendo pelo preço que paguei (US$ 40). Dúvidas pergunte nos comentários do post.
[Update 31/08/2004] – Vendido! (tomara que o cheque tenha fundos)

Ouvindo: Sem Cansar – Capital Inicial – Gigante (3:54)

Nas últimas semanas assisti alguns filmes que merecem comentário por aqui, vejamos então (1 a 5 estrelas):

   Eu, Robô () – Apesar dos puristas da Ficção Científica torcerem o nariz alegando que a adaptação não faz juz aos originais de Isacc Asimov, eu gostei do filme, divertido e com efeitos especiais bem realizados. Impossível não relacionar com os androides (e o argumento) de Animatrix, mas ambos beberam da mesma fonte. Um ponto negativo foi o merchandising exagerado e mal integrado ao roteiro, parece aqueles que a Globo coloca nas novelas, eu já vi mais sutis e pertinentes.

   Cold Mountain () – Confesso que estava com certa preguiça em assitir mais um filme cujo plot é “guerra-separa-casal-apaixonado”, tô cansando também de temas muito relacionados à cultura norte-americana (culpa do Bush?), mas depois de assistir a este filme Nicole Kidman, Renée Zellweger e Jude Law me mostraram que ainda havia história pra contar e emocionar em um tema batido, grandes atores sempre fazem muita diferença, eu recomendo, mas não me pergunte porque não traduziram ou criaram um título em português que eu não sei.

   Revelações () – E por falar em título aqui está um caso de tradução sofrível, o original em inglês (The Human Stain – algo como A Mácula Humana) é muito mais poético e não entrega que existe algo para ser revelado. De qualquer forma o filme é muito bem realizado e ela, de novo, Nicole Kidman dá um show interpretando uma mulher simples (até meio vulgar) e amargurada bem diferente da maioria dos papéis que ela faz. O Anthony Hopkins é que sempre tem aquele mesmo personagem um cara calmo que fala baixo, seja um professor bonzinho ou um assassino frio. De qualquer forma o roteiro baseado num best seller é muito bom.

   Houve Uma Vez Dois Verões () – O diretor Jorge Furtado vai sempre ter a minha atenção, só por ter feito Ilha das Flores, eu achei o DVD desse filme na locadora e resolvi assistir mesmo com um tema pouco atraente, a princípio, adolescentes na praia. Mas como sempre o roteirista e diretor gaúcho surpreende, fazendo uma trama cheia de reviravoltas e atores bem competentes nos seus papéis, inclusive o filho dele que estava horrível em Mulheres Apaixonadas da Globo. Só senti falta um pouco daquele estilo documentário que ele gosta de inserir nos filmes dele, mas vale a locação.

Quem diria, meu gordinho está fazendo dois anos, se você acompanha esse blog há algum tempo então deve lembrar do dia em que eu dei aqui a notícia que ele estava chegando, depois viu o pequenino na barriga da mamãe e finalmente conferiu em primeira mão as fotos do desembarque dele nesse nosso mundo!

Depois que voltei de 3 semanas em São Paulo, notei que ele estava muito mais tagarela, falando frases de três palavras!! Inclusive ele já aprendeu a falar o nome do irmão, mas prefere chamá-lo ainda de “Auzi” o nome que ele começou a chamar Matheus quando aprendeu a falar. Outra palavra peculiar do vocabulário dele é “Aguli” que quer dizer Água, eu digo, brincando, que ele deve ter sido italiano em outra vida pois adora terminar as palavras com “i” como no plural italiano.

Ontem eu paguei uma dívida comigo mesmo, e com algumas pessoas que eu amo e que muito me amam. Estes últimos três dias têm sido de grande emoção, é muito gratificante quando percebemos que soubemos aproveitar uma oportunidade que a vida nos apresentou. Apesar de todas as dificuldades e responsabilidades, um dia-a-dia complicado e atarefado, pouca atenção à minha esposa e meus filhos (desculpem e muito obrigado, amo muito vocês) consegui!

Dedico esta conquista à minha Mãe que sempre incentivou, ao meu Pai que infelizmente não está consciente o suficiente para comemorar conosco neste momento mas certamente seu Espírito eterno comemora conosco no interior daquele corpo limitador. Dedico também a um amigo que sempre está ao meu lado me inspirando e que há 13 anos me mandou um recado por D. Alda, avó da minha esposa, “Nunca pense em parar de estudar!”

PS. No culto ecumênico eu fui o palestrante espírita, para ler o meu discurso clique aqui.