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Depois de um grande período sem internet na Prograph finalmente conseguimos um pouquinho de estabilidade e eu posso voltar a postar por aqui.

O título deste post é o mesmo que figura acima do artigo de um leitor do Jornal Commercio aqui de Recife publicado na seção Opinião na sexta-feira passada, este texto foi entregue ontem na reunião de pais da escola de Matheus para reflexão, divido-o com você.

Tende piedade de nós
20/Jun/2003 – JOSÉ PAULO CAVALCANTI FILHO

.“Catarina Maranhão Ehrich. Estou muito doente. Fiz 73 anos e você não apareceu com meu neto. Continuo sozinho, morrendo de solidão e depressão profunda. Tenha piedade do seu pai. Antonio Carlos Ehrich”. Anúncio publicado no JC (pág. 14) de domingo passado. Lembrando verso de Sophia de Mello Breyner Andressen: “Reconheci-te logo destruída/ Sem te poder olhar porque tu eras/ O próprio coração da minha vida/ E eu esperei-te em todas as esperas”.

Busco razões para que alguém abra a alma assim. Revelando tragédias íntimas a quem não conhece. Como se o silêncio doesse mais que o ressentimento. Como se a indiferença da família e dos amigos já não incomodasse. Como se o peso de estar só fosse grande demais para suportar sozinho.

Penso no amigo Lenine Nequete. Foi íntimo de meu pai, embora nunca se tenham visto. Escreveu livro, meu pai fez observações, se falavam sempre. Uma tarde ligou. Disse haver escrito, não houve resposta com a presteza das outras vezes. Respondi que a indesejada das gentes viera. Ele chorou ao telefone, por tempo demais. Revelando, naquele choro, a dimensão de sua dor. Então desligou. Sem dizer palavra. Nem era preciso. De todas as homenagens prestadas ao velho, talvez nenhuma tenha me tocado tanto.

Agora, com Antonio Carlos, aconteceu coisa parecida. Procurei no catálogo seu telefone e liguei. Disse apenas ter lido o anúncio. Ele chorou oceanos. Quase não conseguiu conversar. Pensando bem, uma conversa assim não teria mesmo sentido. Importante era que pedia socorro. E que alguém ouviu sua voz.

Não conheço os personagens. Para mim, serão sempre só dois nomes. Sem rostos. Personagens que entram em nossas vidas sem pedir licença. E que logo voltarão ao vazio de onde há pouco escaparam. Deles restando apenas lembranças fugazes que o tempo apagará, um pouco a cada dia, até que sem sentir nos abandonarão para sempre.

Em verdade pai, filha e todos nós somos vítimas do mesmo mal. O do não se importar com os outros. Em uma sociedade cada vez mais consumista, vamos impressentidamente perdendo valores, esperanças e ilusões. As famílias jantam sempre com pressa. Em vez de ficar em volta da mesa proseando, as pessoas agora se sentam em silêncio, ombro a ombro, de frente para a televisão. Sem mais se olhar no rosto. Mudas. Ou estão nos computadores, em busca de amigos distantes que nunca verão, em lugar dos que já não conseguem fazer nas vizinhanças de suas casas.

Estamos perdendo o costume de conversar nas calçadas. Perdem-se na memória os médicos da família. Ou padres que nos visitavam. Esquecemos aniversários daqueles de quem gostamos. Estão se acabando os almoços de domingo. Os vidros dos carros, sempre fechados pelo medo de assaltos, já não nos permitem sentir os sons e os cheiros da cidade. Estamos construindo, tijolo por tijolo, o desenho lógico de uma civilização da solidão.

Esse anúncio não é só prova do desespero de Antônio Carlos em busca de Catarina. É, antes, um convite à convivência mais fraterna. Mais solidária. Mais generosa. Onde as pessoas contêm. Quando um pai se dirige a uma filha encarecendo piedade, é como se todos os homens, e todas as mulheres, se dirigissem a outros homens e mulheres, iguais a eles. Pedindo, uns aos outros, e do mais fundo coração, que tenham piedade de nós.

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Certa vez um amigo que trabalha em uma empresa administradora de cartão de crédito me falou uma coisa interessante, os melhores clientes para essas empresas não são aqueles que pagam tudo em dia certinho como poderíamos inocentemente pensar, na verdade os melhores são aqueles que atrasam, mas sempre pagam as dívidas com multas e juros.

Imagine, se todo mundo pagasse em dia, como é que essas empresas iam se sustentar só com as taxas que cobram dos logistas? Nos resta então apenas pagar juros astronômicos para sustentar a rentabilidade delas!

Espero que as linhas tortas estejam acabando e Deus volte a escrever por linhas retas na minha vida.

… nascia um garotinho causando muita dor na mamãe pois só saiu via fórceps ficando com a cabecinha tão inchada (por causa do parto) que o papai tinha vergonha de dizer que era seu o filho lá no berçário. Esse bebezinho, para quem não adivinhou, era eu!

PS. Obrigado pelos parabéns nos comments do post anterior, estou temporariamente sem internet no trabalho e tive que usar conexão di$cada para fazer esse post comemorativo. Valeu!

Andei sumido, eu sei, mas fazia tempo que eu não tinha uma semana tão cansativa, em todos os sentidos, se você viu um Gol branco correndo desesperadamente pelas ruas de Recife na quinta feira, era eu após ter atingido meu limite psicológico, isso mesmo, tive meu Dia de Fúria, graças a Deus (mesmo!) tudo acabou bem.

No final consegui fazer a mudança da Prograph para o novo laboratório, e apesar de tudo ficou legal, falta só conseguir resolver o problema do IP fixo para o servidor (entedeu não? deixa pra lá)

Coloquei essa foto em cima da minha estação de trabalho assim não esqueço que a vida é maravilhosa!

Ouvindo: Labirinto – Uns e Outros – Tão Longe do Fim (04:28)

Aqui estou então, em definitivo, no novo endereço da minha WebHome, desta vez com um template bem simples e leve e totalmente montada em cima do MovableType, assim ficou simples editar todos os canais apenas usando o w.bloggar.

Aqui no Diário de Bordo a maior novidade são os arquivos por Categoria, facilitando a leitura temática do blog, cada post agora tem uma (ou mais) categorias associadas que podem ser acessadas no menu à direita. A pesquisa também mudou, está mais completa e lista o resultado por post e não pela página completa dos arquivos.

Ilustrando este blog vemos a pintura que Matheus fez em uma camisa que ganhei de presente no dia dos Pais do ano passado, clique aqui e veja uma foto daquele dia onde eu estou usando a camisa.

Atualize os seus favoritos e volte sempre :-)

Estou bastante reticente neste espaço que por definição deveria ser diário, mas há uma revolução em curso, quer dizer, nem tanto, mas é quase isso! Deu pra entender (sem trocadilho)?

Na verdade a minha empresa está de mudança e como este site é hospedado nos nossos servidores, e possivelmente haveremos de ficar um período offline resolvi precipitar uma mudança que queria fazer já há algum tempo. Em breve este site estará com endereço e cara novos.

E o que esta capa da Info Exame 500 sites está fazendo ilustrando esse post? É que na página sobre os serviços de blog o w.bloggar foi incluído e analisado junto aos serviços brasileiros. Foi legal pelo detaque e a publicidade di gratis mas a análise foi meio fora de contexto, meu software não é comparável aos serviços, ele é um complemento a eles, além do que eles perderam uma grande chance de alfinetar a falta de API (exceto o TheBlog) dos serviços de weblogs brasileiros.

Eu sei, você está ansioso(a) para saber quando mudamos. A meta é primeiro dia do mês mais importante do ano. See ya there, so!

Aproveitando que eu já estava no Shopping resolvi procurar uma calça jeans nova, pois eu sou um preguiçoso inveterado quando o assunto é comprar roupa e pra completar adoro meus jeans velhos e surrados, eles vão se acumulando no guarda-roupas mas eu não jogo fora.
Pois bem, cheguei na vitrine da loja e olhei para o manequim, ele vestia uma camisa no mesmo estilo que a minha e a calça, que surpresa, era mais surrada do que a que eu estava usando! Conclusão: Caramba estou na moda!! Voltei pra casa feliz, economizei uma grana. :-)

PS. O título desse post é o termo que os estilistas encontraram para essa nova tendência. ô piada!

Um dia de cão! 

Sabe aqueles dias em que você acorda de manhã e diz “Hoje é um novo dia, não pode ser pior que ontem!” e no final acaba sendo bem pior? Pois é, foi hoje!