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Em meados da década de 80 um amigo de papai chegou lá em casa com uma mala preta enorme, dentro um microcomputador, eu já tinha brincando com um TK-80 de um vizinho, numa TV preto-e-branco, mas aquele era muito melhor, tinha teclado “de verdade” (como o cap. kirk frisa no comercial acima) aparecia colorido na tv e vinha com um “cassete-drive” nativo (nem auto-falante tinha) que gravava e lia os programas em fitas cassete perfeitamente, sem erro!Ele vinha com um manual do usuário e um manual de basic, foi nele que comecei a aprender a programar, e pode-se dizer seguramente que o w.bloggar não existiria se não fosse o meu velho VIC-20.


DVD que sai em novembro nos EUA, espero que saia por aqui!

Em 1992 eu consegui uma cópia da versão 1.0 de uma linguagem que permitia desenvolver facilmente aplicativos para o ambiente Windows, bastava montar a janela arrastando os objetos desejados depois programar cada evento, compilar e estava pronto um programa for Windows. Esta linguagem chamava-se Visual Basic e havia sido comprada pela Microsoft de uma desconhecida empresa chamada Cooper Software inc.

É claro que aquela primeira versão não dava pra fazer grandes coisas, mas para um programador que só fazia programas para o ambiente MS-DOS baseado em caracteres, construir de forma simples um programa em um ambiente gráfico era um sonho realizado.

Sempre fui um autodidata na minha profissão, comprei o primeiro livro que saiu no Brasil (naquela época não tinha Amazon) e fui me adaptando aos poucos àquela nova forma de desenvolver software onde o usuário tinha o total controle do processamento, à chamada orientação a eventos. Daquela época além da saudade restam alguns programinhas que eu fiz durante os meus estudos, entre eles selecionei dois para deixar aqui no site para download com o código fonte disponível para os iniciantes ou curiosos. São dois joguinhos que eu fiz há exatamente 10 anos e serviram para aprender a programar usando Drag-and-Drop (Resta1) e com números aleatórios (Memória).

Para fazer o download de ambos os jogos junto com o código fonte clique aqui »

Ouvindo: Revolucoes por Minuto – RPM – Revolucoes por Minuto (3:17)

O lançamento desse CD só confirma: A geração 80 é quem manda hoje em dia nas rádios e nos lançamentos musicais e culturais. Esse revival do Rock Nacional e da cultura dos anos 80 (cartoons, HQ’s etc.) não é por acaso.

Alguma dúvida que eu vou comprá-lo? Tem Capital, Los Hermanos, Pato Fu, Frejat, Biquini, Arnaldo Antunes, Zélia Duncan, Uns e Outros entre outros! As músicas? Vai lá no site da Som Livre e escuta os trechinhos disponíveis, só emoção…

Mais uma banda dos anos 80 ressurge das cinzas, agora foi a vez do RPM voltar com a sua antiga formação e resgatar Paulo Ricardo das profundezas sonoras da música romantica.

Minha adolescência foi durante os anos 80 portanto vivi intensamente esta febre do Rock Nacional fui vocalista de uma banda e não perdia um show do Legião nem do Engenheiros adorava também Capital, Hojerizah e Uns e Outros. Mas do RPM eu só curtia algumas músicas entre elas A Cruz e a Espada e Juvenilia.

Ontem à noite assisti ao especial da MTV com o show de lançamento do novo CD da banda e confesso que fiquei decepcionado, a mixagem estava horrível, não se ouvia a guitarra do Fernando Deluqui, o teclado estava muito alto e na música instrumental Naja a percussão tocada pelo convidado especial, o pernambucano Otto, estava muito baixa também. Tudo isso sem falar nos arranjos bregas das músicas antigas e as duas novas que eles tocara muito ruinzinhas também. Só acho que vai vender porque eles fizeram muito sucesso na época e o recall das músicas é muito grande. A turma vai comprar por saudosismo. Mas assim era melhor ter simplesmente remasterizado e relançado os discos antigos. Uma pena.

Caramba, fazia um tempão que eu não ouvia falar desse desenho até que o Carlos Henrique, que trabalha aqui comigo, baixou um video com a abertura do Hong Kong Fu. Para assistir clique aqui (921kb) a qualidade não é muito boa mas pra matar a saudade vale a pena, a narração é a original em português, com direito até à famosa frase: Versão brasileira Herbert Richards!

Alguém ai lembra dos desenhos de Hanna Barbera onde tudo que era empresa se chamava ACME? Principalmente no desenho do Papa-léguas, o Coyote sempre comprava as suas armas mirabolantes na fábrica da ACME! Pois é, um fã da série registrou o domínio acme.com e fez uma página cheia de software freeware e utilitários para UNIX, entre as bugingangas que tem lá, está um gerador de etiquetas, mas não são etiquetas comuns, são aquelas adesivas, feitas de um plástico duro que você escrevia com um maquinazinha mecânica. Como na IBM eles usavam essas etiquetas para marcar os manuais, malas de ferramentas etc. e meu pai trabalhava lá, durante toda a minha infância meus livros, merendeiras e cadernos eram marcados usando esse tipo de etiqueta. Pra matar a saudade eu fiz essa que está ai em cima! Para fazer uma pra você clique aqui.

PS. Eu achei o site da ACME graças à Dominique que, para quem não sabe ainda, já não mora mais em NYC, voltou a morar em Sampa!

Eu já bebi Jesus, e você ? Não, eu não sou maluco, nem muito menos estou blasfemando, Guaraná Jesus é o nome desse refrigerante da foto, ele é cor-de-rosa, é feito a base de ervas, cravo e canela, e é o maior sucesso no Maranhão, ele tem uma história parecida com a da Coca-Cola que agora está querendo comprar a fórmula desse peculiar concorrente. Para ler uma matéria sobre essa negociação e que conta um pouco da história do refri clique aqui.

Meu caso com ele é de muito tempo, quando eu era criança bebi Jesus e fiquei com a lembrança daquele guaraná diferente róseo e doce, e cresci com vontade de tomar de novo, em 1998 quando fui à São Luis durante o desenvolvimento de um projeto, sentei no restaurante para jantar e a minha primeira pergunta ao garçon foi “Tem Jesus?” ele disse “Tem!” e eu imediatamente “Então me traz um Jesus!”. Beber aquele líquido cor de chiclete, foi como entrar numa máquina do tempo, é incrível como música, cheiro e gosto ativam nossa memória. Claro que não era tão bom quanto eu achava quando criança, mas é gostoso, eu comprei um no aeroporto pra turma em casa experimentar. Try it, yourself.

Coleção Disquinho 

Ontem, navegando por ai, esbarrei no artigo do Arthur Dapieve entitulado Festa para ex-crianças, onde ele comenta o relançamento em CD daqueles disquinhos coloridos de histórias infantis que a gente ouvia até quase furar. No artigo tem inclusive umas MP3′s com trechos das músicas, quando eu ouvi o Sapo cantando “Vai haver festa no céu, vou levar meu violão…” fiquei com lágrima nos olhos, eu me senti aquele garotinho diante da vitrola Philips alaranjada… Não deu outra, pesquisei, e comprei dois disquinhos da coleção no americanas.com (o frete era grátis e o preço era o menor) pra dar ao Matheus no dia das crianças. Esse negócio de comprar na internet tá cada vez mais fácil, debitei direto na conta corrente, nem precisei de cartão de crédito.
Esse post tá parecendo merchandising de novela, mas acreditem não sou sócio das americanas, nem ganho comissão, ok?